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Florianópolis, 29 de Novembro de 2008 ASTRAL Por: Vera Albers “Há pessoas que sua alma deseja ajudar e se tornar útil a elas.Há outras que, mesmo precisando de ajuda, sua alma se fecha perante elas. O que será que causa essa diferença? Afinal, os seres humanos são ou não são todos iguais?”José Quiroga - dia 28 de novembro de 2008 Você me pede uma opinião sobre aquele assunto e eu lhe respondo: estou prejudicado.Não insista: qualquer coisa eu diga será matizada pela mágoa que guardo e que se espalha: veneno lento.É algo que eu tenho dentro de mim, que calou fundo, irracionalizável, como você gosta de dizer.Um ressentimento que pode chegar às raias da aversão. Um pouco como aquele jogo: água... fogo...foguinho...fogãoPor que? Ora, baby, nada é gratuito sob o sol.Não só os seres humanos são bem diferentes uns dos outros, mas há outros elementos em causa.Sim, fui ofendido no âmago por atitudes que não são apenas da pessoa.Como a dizer: reconheço traços dessa pessoa em outras do mesmo naipe.Sacrilégio. Infâmia. Mas é assim. É um terreno minado. Qualquer passo é um risco.O que eu sinto?Ganas de vingança?Vingança, no caso, não resolveria. Nem resolveria se a pessoa morresse.São ambas coisas muito concentradas...Aí é que está. Já escapou do âmbito pessoal. Alastrou-se para além, para uma incompatibilidade difusa, uma desconfiança, uma prevenção. É assim que se extravasa o ódio. Entre os povos.
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