ENTRE EM CONTATO COM VERA ALBERS: vera@centopeia.net
|
|
|
Florianópolis, 25 de Maio de 2006
MALEVOLÊNCIA SECRETA
Por: Vera Albers
Quem já não teve alguém que lhe quis mal em surdina?
Quem já não teve alguém que lhe quis mal em surdina?
Para mim, cada descoberta é uma surpresa.
Uma pessoa tão simpática ( como eu), tão preocupada com os outros ( idem), que não exibe por aí seus tão custosos sucessos (ibidem), como poderia suscitar essa onda de maldade que se quebra se não em maledicências expressas, em colheres tortas, opiniões que prejudicam, omissões oportunas...etc. etc.
È que os outros, diz Balela, fazem fantasias sobre você. Principalmente, sobre o que você nem sonha em ser.
Então, todo cuidado é pouco.
Além dos eternos narcisistas, que esses açodam a todos os que não se curvam à sua excelência, há até um tipo físico que me persegue.
No meu caso são senhoras de idade, geralmente magras, sempre invejosas, outrora belas ou outrora famosas, ou ambos – e aí a dose é dupla.
Pois bem, uma dessas me apareceu ontem , quando estava fazendo as unhas no antigo prédio da ACM, em frente à pensão do seu Eduardo, que agora virou restaurante, um Galeto qualquer.
Já não estava gostando da atmosfera: frio, cinza, pouca iluminação, a manicure chata – no meio disso tudo, eis que chega a para mim notória Madame X. Com certeza para fazer um penteado ( êta, cabelinho surrado) e querendo o máximo de atenção. Beijinho pra cá, beijinho pra lá, eu fingindo deferência – o que fazer? – ela se gabando: vou partir para cá, vou partir para lá.
No fim, acabou esquecendo ( ou deixando—sabe-se lá) a bolsinha bordada de missangas, com os cosméticos, que – não deixou de fazê-lo notar – combinava com os sapatos de não sei quantos euros.
Que tal você, que é amiga dela -- a manicure me disse -- ficar com a bolsa, para lhe entregar?
Eu hein? – com esse manipanso? sai de mim. Isso dá azar, dos bons. Quem não é fetichista, nessas horas? Para mim, cada descoberta é uma surpresa.
Uma pessoa tão simpática ( como eu), tão preocupada com os outros ( idem), que não exibe por aí seus tão custosos sucessos (ibidem), como poderia suscitar essa onda de maldade que se quebra se não em maledicências expressas, em colheres tortas, opiniões que prejudicam, omissões oportunas...etc. etc.
È que os outros, diz Balela, fazem fantasias sobre você. Principalmente, sobre o que você nem sonha em ser.
Então, todo cuidado é pouco.
Além dos eternos narcisistas, que esses açodam a todos os que não se curvam à sua excelência, há até um tipo físico que me persegue.
No meu caso são senhoras de idade, geralmente magras, sempre invejosas, outrora belas ou outrora famosas, ou ambos – e aí a dose é dupla.
Pois bem, uma dessas me apareceu ontem , quando estava fazendo as unhas no antigo prédio da ACM, em frente à pensão do seu Eduardo, que agora virou restaurante, um Galeto qualquer.
Já não estava gostando da atmosfera: frio, cinza, pouca iluminação, a manicure chata – no meio disso tudo, eis que chega a para mim notória Madame X. Com certeza para fazer um penteado ( êta, cabelinho surrado) e querendo o máximo de atenção. Beijinho pra cá, beijinho pra lá, eu fingindo deferência – o que fazer? – ela se gabando: vou partir para cá, vou partir para lá.
No fim, acabou esquecendo ( ou deixando—sabe-se lá) a bolsinha bordada de missangas, com os cosméticos, que – não deixou de fazê-lo notar – combinava com os sapatos de não sei quantos euros.
Que tal você, que é amiga dela -- a manicure me disse -- ficar com a bolsa, para lhe entregar?
Eu hein? – com esse manipanso? sai de mim. Isso dá azar, dos bons. Quem não é fetichista, nessas horas? Quem já não teve alguém que lhe quis mal em surdina?
Para mim, cada descoberta é uma surpresa.
Uma pessoa tão simpática ( como eu), tão preocupada com os outros ( idem), que não exibe por aí seus tão custosos sucessos (ibidem), como poderia suscitar essa onda de maldade que se quebra se não em maledicências expressas, em colheres tortas, opiniões que prejudicam, omissões oportunas...etc. etc.
È que os outros, diz Balela, fazem fantasias sobre você. Principalmente, sobre o que você nem sonha em ser.
Então, todo cuidado é pouco.
Além dos eternos narcisistas, que esses açodam a todos os que não se curvam à sua excelência, há até um tipo físico que me persegue.
No meu caso são senhoras de idade, geralmente magras, sempre invejosas, outrora belas ou outrora famosas, ou ambos – e aí a dose é dupla.
Pois bem, uma dessas me apareceu ontem , quando estava fazendo as unhas no antigo prédio da ACM, em frente à pensão do seu Eduardo, que agora virou restaurante, um Galeto qualquer.
Já não estava gostando da atmosfera: frio, cinza, pouca iluminação, a manicure chata – no meio disso tudo, eis que chega a para mim notória Madame X. Com certeza para fazer um penteado ( êta, cabelinho surrado) e querendo o máximo de atenção. Beijinho pra cá, beijinho pra lá, eu fingindo deferência – o que fazer? – ela se gabando: vou partir para cá, vou partir para lá.
No fim, acabou esquecendo ( ou deixando—sabe-se lá) a bolsinha bordada de missangas, com os cosméticos, que – não deixou de fazê-lo notar – combinava com os sapatos de não sei quantos euros.
Que tal você, que é amiga dela -- a manicure me disse -- ficar com a bolsa, para lhe entregar?
Eu hein? – com esse manipanso? sai de mim. Isso dá azar, dos bons. Quem não é fetichista, nessas horas? Quem já não teve alguém que lhe quis mal em surdina?
Para mim, cada descoberta é uma surpresa.
Uma pessoa tão simpática ( como eu), tão preocupada com os outros ( idem), que não exibe por aí seus tão custosos sucessos (ibidem), como poderia suscitar essa onda de maldade que se quebra se não em maledicências expressas, em colheres tortas, opiniões que prejudicam, omissões oportunas...etc. etc.
È que os outros, diz Balela, fazem fantasias sobre você. Principalmente, sobre o que você nem sonha em ser.
Então, todo cuidado é pouco.
Além dos eternos narcisistas, que esses açodam a todos os que não se curvam à sua excelência, há até um tipo físico que me persegue.
No meu caso são senhoras de idade, geralmente magras, sempre invejosas, outrora belas ou outrora famosas, ou ambos – e aí a dose é dupla.
Pois bem, uma dessas me apareceu ontem , quando estava fazendo as unhas no antigo prédio da ACM, em frente à pensão do seu Eduardo, que agora virou restaurante, um Galeto qualquer.
Já não estava gostando da atmosfera: frio, cinza, pouca iluminação, a manicure chata – no meio disso tudo, eis que chega a para mim notória Madame X. Com certeza para fazer um penteado ( êta, cabelinho surrado) e querendo o máximo de atenção. Beijinho pra cá, beijinho pra lá, eu fingindo deferência – o que fazer? – ela se gabando: vou partir para cá, vou partir para lá.
No fim, acabou esquecendo ( ou deixando—sabe-se lá) a bolsinha bordada de missangas, com os cosméticos, que – não deixou de fazê-lo notar – combinava com os sapatos de não sei quantos euros.
Que tal você, que é amiga dela -- a manicure me disse -- ficar com a bolsa, para lhe entregar?
Eu hein? – com esse manipanso? sai de mim. Isso dá azar, dos bons. Quem não é fetichista, nessas horas?
|
|