Por:Vera Albers
 
 
 
Por:Vera Albers
 
 
 
Por:Vera Albers
 
 
 
Por:Vera Albers
 
 
 
Por:Vera Albers
 
 
 
Por:Vera Albers
 
 
 
Por:Vera Albers
 
 
 
Por:Vera Albers
 
     
 



ENTRE EM CONTATO COM VERA ALBERS: vera@centopeia.net

 

   

Florianópolis, 05 de Agosto de 2006

BEIRA MAR 
Por: Vera Albers

Já lhe aconteceu estar no mar profundo, entre cascos negros de navios que se sombreiam um ao outro, pensando no perigo que representa a sucção que porventura exerçam e, de repente, a alegria de se ver salva, na margem, andando pela fímbria, entregue a seus pensamentos? Como para Dante, rever as estrelas matutinas depois da rubra escuridão, o cinza claro da areia fina onde, junto a encosta, as ondas bordaram castelos de passamanarias; é uma sensação do outro mundo feito de contemplações e laivos de eternidade. O sol claro mal aquece seus passos, leves pelo frescor da leve brisa que ainda sopra, dolce color d´orïental zeffiro, conforme Dante ( Purgatório, I, 13).

E , a cada passo, uma descoberta ou, conforme se vai crescendo, um encantamento. A primeira foi a fase dos vidros coloridos, arredondados pelas águas. Os azuis eram os mais cobiçados. Depois, a das as conchas, as mais trabalhadas em volutas e arcadas tinham mais valor. Às vezes acontecia , em uma piscina imprevista, cavada pelos mistérios da noite, encontrar um casal de cavalos marinhos. Aí era o auge, a consagração de todas as andanças.

Hoje encontram-se coisas estranhas. Lygia encontrou um dedo humano com raizinhas verdes, eu, um gato tonkanês.

 

 

HOME . GALERIA . POEMAS . ENSAIOS . EVENTOS . RESENHAS . TEATRO . NARRATIVAS . TRADUÇÕES . ACORDE COM VERA . INFANTO-JUVENIL . LINKS . CONTATO