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Florianópolis, 20 de Agosto de 2006

ESTICANDO A MINHOCA 
Por: Vera Albers

Curioso, há certas pessoas cuja privilegiada condição social interfere na pessoal. Não aos olhos dos outros (que é mais ou menos esperável), mas aos olhos da pessoa olhando os outros, segundo os outros. Na verdade aqui houve uma conjunção de tudo. Olho para o velho professor e não sei com que atitude. O mais seguro é seguir a da artista do filme de ontem: caluda e calada. Olhos doces, meio sorriso, aguardando o mote. O velho professor como que se digna. Só que, coisa curiosa, seu sotaque que antes era um it que aparecia de leve, como grãos que se esbagulham e lhe emprestava ainda mais charme do que tinha, tornou-se agora um traço marcado, pesado, diria, e contribui para que eu me sinta mais segura, na minha pouca significância. Estaria ele realmente interessado no que eu faço? Pergunto-me, antes de responder à sua polida pergunta. Realmente: pouca significância. Ou ele acreditaria se eu dissesse que vou para cá, vou para lá, mundo afora? Não, nem vale a pena. Vou é para lugar nenhum, tenho que dar conta do karma que o destino me inflige. E além do mais ( penso) se antigamente pegava bem viajar, hoje de pouco ou nada aumenta o cartaz. A conversa até que se desenrola. Lampejos de interesse em seus olhos ( é um homem, afinal), alguns sorrisos, mas...será que sou eu que não estou entendendo ou ele é que está fazendo pouco de mim? Assim também é demais : esticando a minhoca, ele me diz. Que minhoca, penso eu, que minhoca? Ora ( penso eu), tenha a santa paciência ...

 

 

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