Era noite fresca e chuvosa e coube-me levar a Kombi até a escola das crianças.
Porque agora estão numa escola nova onde aprendem coisas bem melhores, mas o carro não sabe disso e para lá não se dirige; sem que eu queira, vai para a escola velha. Parece que está desativada: uma construção branca, com a caiação cheia de teias de aranha no lusco-fusco, com umas portas verdes e um bosque ao lado.
Deixei a Kombi na porta e passei para o Peugeut.
Peugeut estava preso no corredorzinho entre a casa e o muro e meu ímpeto agorafóbico foi de arrombar com o carro a porta de madeira já descascada , mas me reteve o receio do degrau.
Já era escuro. Dei a partida e por uma dessas felicidades tanto mais felizes quanto inesperadas não é que eu encontro uma abertura na lateral do corredor, por onde passo com o carro folgadamente?
-- É, ia ser um belo tombo: o carro espremido e o degrau tão alto...
Então é isso: vou dizer ao amado que as circunstâncias que determinaram o fato passado não mudaram, logo para não cair num outro ( e mesmo) fato frustrante é preferível a gente não se ver. E pronto.