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Florianópolis, 25 de Março de 2007 PASCAL Por: Vera Albers Não lembro se foi você que fez questão que visitasse seu ateliê recém-reformado, num de seus momentos de entusiasmo, ou se fui eu, sempre ansiosa por qualquer novidade. O fato é que subimos, os dois, a rampa. Uma rampa tão íngreme, depois da erosão da estrada, que tive medo de cair de costas. Olhar de baixo é sempre mais assustador. Lembro-me que depois de esforço hercúleo consegui me içar e lhe estendi a mão para ajudá-lo. Entramos no estúdio, tal como o imaginava. Um cômodo só, ocupando todo o interior da casa, com armários pesados de madeira antiga, cheios de gavetas. Uma passagem em arco e uma varanda coberta, ainda não terminada, você me disse, apontando com o pé para certos pontos do chão que pareciam pequenas bocas de vulcão que, se você as pisasse, afundariam.Estranho, pensei, por que será?
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