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Florianópolis, 28 de Maio de 2007

POSTSINCRONIZAR
Por: Vera Albers

Postsincronizar: como se organiza a seqüência de acontecimentos em uma vida?

Confesso que comecei a ler o livrinho de Nicolas Bourriaud Postproduction: novas cartografias do saber com vontade de fechá-lo . Mas, à medida que fui lendo, fui ficando surpresa: A cultura como cenário. A realidade como moldura. A moldura onde inserir a obra.A arte reprogramando o mundo contemporâneo, e uma luzinha se acendeu.

Artistas que inserem seu trabalho no trabalho dos outros.Inventar modos de habitar o mundo Habitar estilos e formas historicizados. Suprimir a arte anterior ( mas esta deve ter existido). Não o que fazer de novo, mas o que fazer com. Invenções de itinerários através da cultura.Habitar os códigos da cultura com sua própria história, suas próprias referências, com um relato que completa um relato precedente.O artista como demiurgo recuperador: reescrever a modernidade.

A Arte (passada) funcionando como objeto ativo, gerador de preenchimentos potenciais

Por isso essa atração pelas junk-fairs, marchées aux pouces ( têm que ser a céu aberto, não esses brechós mofados que só vendem roupa bolorenta) : o método é o da reciclagem e a estética é a da disposição caótica.

Mas essa é minha poética, adiantei-me aos tempos e não sabia!

 

 

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