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Notas para o invisível Em poucas linhas: nestas imagens há uma aproximação – e uma continuidade, como se a passagem fosse mais ou menos lisa, ou mágica – entre dois campos de representação completamente distintos. Primeiro, aparece esta imagem fotográfica quase no centro do quadro, absolutamente mimética (embora recortada) e até mesmo banal – mas que serve de partida para o imaginário, para a possibilidade do desenho, e do invisível: lugar de possíveis ficções, portanto. Por um lado, a imagem mecânica, descartável, comprometida com a encenação do real; por outro, o traço, o desenho impossível, a aparição delirante. Ou em outras palavras: o visível e o invisível – in-visível: que está dentro, a um instante de aparecer. Através de uma dobra sutil, o artista Augusto Benetti sugere uma semelhança e, sobretudo, uma diferença; uma continuidade e um corte. Se as formas mais visíveis estão presentes, se podemos reconhecê-las, parecem servir apenas para sustentar o imaginário. Se o real é encenado, se aparece em estado de alusão, por sua vez, logo é refletido na forma de um simulacro. Victor da Rosa
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