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MUTAÇÕES NO SENTIDO PRETÉRITO E, no entanto, espantosa é a fragilidade de um rosto. No interior de cada gravura de Diego de los Campos surge uma face – esse pedaço de carne extra-sensível do corpo humano, que a qualquer momento pode ser redesenhado já que sempre se encontra exposto às forças da vida (e da morte). Na série, um mesmo rosto desdobra-se. Mutações no sentido pretérito. A partir de uma única matriz, submetida diversas vezes ao gesto do artista, obtém-se variações de uma mesma estrutura. Em verdade, cada rosto é constituído de sucessivos golpes (exatamente como uma gravura). É possível assistir o mundo num rosto, um pretérito lentamente esculpido na pele de cada mortal. Fernando C. Boppré
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