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Florianópolis, 01 de Outubro de 2007

SOBRE LITERATURA INFANTO-JUVENIL BRASILEIRA
Por: Dirce Waltrick do Amarante

UM RINOCERONTE INTERNA-SE NAS MATAS BRASILEIRAS: A história da República narrada por Monteiro Lobato e Graciliano Ramos


No Brasil, no decorrer do século XIX, registrou-se o aparecimento de algumas obras esparsas destinadas ao público infantil. Como afirmam Marisa Lajolo e Regina Zilberman: “Com a implantação da Imprensa Régia, que inicia, oficialmente, em 1808, a atividade editorial no Brasil, começam a publicar-se livros para crianças: a tradução de As aventuras pasmosas do Barão de Munkausen e, em 1818, a coletânea de José Saturnino da Costa Pereira, Leitura para meninos, contendo uma coleção de histórias morais relativas aos defeitos ordinários às idades tenras, e um diálogo sobre geografia, cronologia, história de Portugal e história natural.  Somente trinta anos mais tarde, em 1848, uma outra obra dedicada às crianças é publicada: trata-se de uma nova edição das Aventuras do Münchausen. Esclareço que a grafia do nome Munkausen mudou na segunda edição da obra.

Portanto, pode-se dizer que a literatura infantil brasileira surge de fato apenas às vésperas do século XX, época em que começa uma produção regular de livros dedicados às crianças, os quais tomam como referência a já consolidada literatura infantil européia.

Desse modo, no contexto nacional, a literatura infantil constituiu-se, num primeiro momento, de traduções e adaptações de textos europeus, os quais haviam se apropriado de estórias da tradição popular, do folclore de transmissão oral. No Brasil, o professor Carlos Jansen (1823 ou 1823 -1888), alemão de nascimento, sentindo que faltava material de leitura para os seus alunos, traduziu alguns dos clássicos, como Robinson Crusoé (1885), Viagens de Gulliver (1888), As Aventuras do Celebérrimo Barão de Münchhausen (1891) e D. Quixote de la Mancha (1886).  Quanto a Figueiredo Pimental (1869 – 1914), também lançou mão do acervo literário oriundo do velho continente, adaptando textos para crianças, sem se preocupar, porém, em aproveitar as fontes do folclore local. Pimentel publicou antologias de grande sucesso, como Contos da Carochinha (1894), Histórias da Avozinha (1896) e Histórias da Baratinha (1896). Ao lado de Jansen e Pimentel, o poeta parnasiano Olavo Bilac (1865 – 1918) se destaca com suas poesias destinadas às crianças, sendo que é de 1904 o seu livro Poesias Infantis. Lembro também que é de Olavo Bilac a tradução do clássico Juca e Chico, do escritor alemão Wilhelm Busch (1832 - 1908).
Malba Tahan, pseudônimo de Júlio César de Mello e Souza (1895 – 1974), quase meio século depois das adaptações de Figueiredo Pimentel, adaptou contos da tradição oral do oriente, alguns oriundos do livro Mil e uma Noites, outros não, como é o caso de O Homem que Calculava, de 1938, a sua obra mais conhecida.

Assim como a literatura infantil européia, também a brasileira nasce vinculada à escola, que, a partir da 1930, passa a ser obrigatória. Como lembra Cecil Jeanine Albert Zinani, “entre as bandeiras defendidas pelo regime republicano, estava a alfabetização, como um meio de incentivar o nacionalismo e promover o progresso. Assim urgia a produção de material de leitura que difundisse o patriotismo e, também, que configurasse situações exemplares de aprendizagem (...), a criança era representada lendo ou realizando ações edificantes, o que retrata o projeto pedagógico da literatura brasileira desde as suas origens”.

O Modernismo, movimento cultural da época, também teve como bandeira, dentre outras questões, o nacionalismo, valorizando, assim, o folclore local (Macunaíma de Mário de Andrade, por exemplo, vai contar as aventuras do herói indígena da Amazônia).
Dois nomes merecem destaque quando se pretende levantar as origens modernas da literatura infantil brasileira: Monteiro Lobato (1882 – 1948) e Graciliano Ramos (1892 – 1953). Ambos trataram de temas nacionais em seus textos, levantaram histórias do nosso folclore e contaram ao seu modo a história do país, como se verá a frente.

Outros nomes se destacam na literatura infantil do período, como, por exemplo, o do escritor gaúcho Érico Veríssimo, que deixou uma obra variada aos jovens leitores, explorando desde “as matérias de interesse científico, como as descobertas relativas à pré-história”  (Viagem à Aurora do Mundo, de 1939), até a história do Brasil, narrada por um indiozinho, que dá nome ao livro (As Aventuras de Tibicuera, de 1937). Especialmente para as crianças, Veríssimo publicou seis histórias curtas, dentre elas, As Aventuras do Avião Vermelho (1936) e O Urso com Música na Barriga (1939).
Voltando a Monteiro Lobato e Graciliano Ramos, parece-me importante comparar um com o outro para se ter hoje um retrato das idéias recorrentes à época com respeito à literatura para crianças.
No ensaio “Monteiro Lobato Hoje: ponto e vírgula” (Ora (Direis) Puxar Conversa!), de Silviano Santiago rediscute algumas idéias nacionalistas do criador do Sítio do Picapau Amarelo, que, segundo ele, “imbuído pelo pessimismo patriótico, com o bom senso do caixeirinho do armazém, ingênuo, mas direcionado pela ideologia do progresso individual pelo trabalho, (...) consegue diagnosticar com imprecisão de detalhes os nossos males”.

Sabe-se que adjetivos como “nacionalista empedernido”, “xenófobo” ou “o mal-amado do Modernismo brasileiro” costumam seguir-se ao nome de Monteiro Lobato. Numa primeira leitura, esses adjetivos não deixam de estar bem colocados, mas não podem ser interpretados de maneira simplista. Em O Cosmopolitismo do Pobre (UFMG, 2004), o mesmo Silviano Santiago, ao se referir “à oportuna e sagrada xenofobia de Lobato”, cita a opinião de um dos pais do movimento modernista brasileiro, para esclarecer melhor essa questão: “Segundo Oswald de Andrade, no passado, o nacionalista Lobato tivera e não tivera razão. Não tinha tido razão porque não conseguira ver que os modernistas traziam nos seus poemas, ‘por baixo do futurismo, a dolência e a revolta da terra brasileira’. Tinha razão porque fora o primeiro dos contemporâneos a chamar a atenção, através do sofrido personagem Jeca Tatu (Urupês, 1918), para a falsidade da modernização selvagem brasileira”.

O fato, no entanto, é que Lobato era, como afirma Santiago, “avesso à indolência tropical” e “francamente a favor tanto do trabalho que dá alma ao homem e constrói líderes carismáticos quanto da evolução da ciência que traz o progresso para a nação e das técnicas que propiciam o bem-estar dos cidadãos”. Porém, “tocou a Lobato começar a vida profissional numa época de ‘bestializados’” , quando o Brasil estava entregue ao total abandono moral e cívico (e parece que hoje não vivemos situação diferente).

Marisa Lajolo acrescenta ainda que “(...) o Brasil de Lobato e daqueles leitores contemporâneos dele urbanizava-se às custas de um processo violento, que arrastava, degradava e aniquilava tudo o que lhe fazia frente”.  Assim, a urbanização deixou para trás o campo e a sua sociedade provinciana; a industrialização atropelou o sistema agrícola; e, no plano estético e cultural, novas linguagens, como por exemplo a do cinema, se contrapunham às antigas. Era um Brasil que vivia a sua fase de transição entre país pré-capitalista e país capitalista. 
Tinha razão Lobato quando dizia que “o nosso progresso é nômade e sujeito a paralisias súbitas”. E complementava o escritor, “progresso cigano, vive acampado. Emigra, deixando atrás de si um rastilho de taperas”.

Apesar das apreciações bem intencionadas de Lobato sobre o “progresso” súbito do país, sua leitura ainda recebe críticas dos estudiosos, que consideram a sua visão da realidade social, cultural e econômica abrangente e simplista. Só para mencionar um exemplo (talvez o mais evidente), Lobato substitui, na sua obra, a figura do índio pela do caboclo, num “raciocínio evolutivo” ingênuo, como afirma Silviano Santiago. Surge, então, o Jeca Tatu, um dos personagens mais conhecidos dos brasileiros. Sua criação, no entanto, pode ser interpretada como a “vingança do fazendeiro fracassado”, pois, para Lobato, o caboclo, natural dos trópicos, é um selvagem, que vive como “parasita da terra”, ou um monstro, “um depredador solto no espaço social, como certos monstros nos filmes mais recentes da ficção hollywoodiana”.

Por certo, Lobato foi um aristocrata pessimista, que depois de uma viagem aos Estados Unidos, no final dos anos vinte, tornou-se também um seguidor dos ensinamentos de Henry Ford. Afirma-se ainda que Lobato “posava de libertador do povo e, no entanto, era injusto e impiedoso para com esse povo”. O escritor, como opina Santiago, “se esqueceu de que ele – e demais latifundiários amigos – eram os verdadeiros parasitas dos antepassados dos atuais agregados, como o tinham sido dos velhos escravos”.

Regina Zilberman, todavia, faz a sua defesa ao nacionalismo de Lobato, escritor que, segundo a estudiosa, desde os primeiros livros foi um crítico feroz dos descompassos nacionais, assumindo “atitude corajosa, à época em que, no Brasil, estabelecera-se despótica ditadura, avessa a críticos e opositores” e “procurando verificar o que era melhor para a população”.  Apesar dessa insatisfação com a situação nacional, o Brasil sempre esteve no centro da obra de Lobato (contemporâneo de Lobato, o irlandês James Joyce também fez da Irlanda o centro do mundo na sua ficção e, tal como o escritor brasileiro, também foi um crítico mordaz de seu país. A diferença entre ambos está na linguagem que utilizaram. Em razão dela, Lobato foi considerado um pré-modernista, cuja obra enfatizaria o discurso nacionalista; Joyce, por sua vez, foi sempre visto como um dos pilares do modernismo e, por isso, acabou sendo estudado até recentemente como um escritor preocupado muito mais com a estética do que com o discurso político, porém hoje essa leitura está sendo revista e o seu lado ideológico valorizado). O Sítio do Picapau Amarelo talvez seja Brasil de Lobato, ou o modelo de país que gostaria fosse adotado por sua terra natal.

A resposta a todas as divergências referentes ao nacionalismo simplista ou não de Lobato está na longevidade de sua obra, que atravessa quase um século, exercendo o mesmo encantamento em crianças e adultos, independente de suas convicções políticas. E, se Lobato teve lá seus deslizes ao analisar enfermidades da nação, ele não deixa ainda hoje de ter suas razões ao analisar outras.
Em Caçadas de Pedrinho (publicada em 1924 e, em segunda edição, em 1933, com acréscimos ao texto), Lobato ironiza a paralisia do povo brasileiro em razão de qualquer acontecimento secundário, como por exemplo, “a fuga de um rinoceronte do circo”:

“´UM RINOCERONTE INTERNA-SE NAS MATAS BRASILEIRAS’, era o título da notícia que vinha em letras graúdas em todos os jornais. Durante um mês ninguém cuidou de mais nada.”
Além disso, o escritor denuncia a “incompetência do aparato governamental” para resolver até mesmo um problema que não lhe concerne:

“Fazia dois meses que o governo se preocupava seriamente com o caso do rinoceronte fugido, havendo organizado o belo Departamento Nacional de Caça ao Rinoceronte, com um importante chefe geral de serviço, que ganhava três contos por mês e mais doze auxiliares com um conto e seiscentos cada um, afora grande número de datilógrafos e ‘encostados’”.

Lobato também não esquece de delatar as obras onerosas e inúteis construídas pelo governo:
“A linha telefônica foi construída com todo o luxo, como é de costume nas obras do governo (...). Era a linha mais curta do mundo: com cem metros de comprimento e dois postes apenas, um no terreiro da casa e outro no acampamento dos caçadores.”

Afora as idéias nacionalistas de Monteiro Lobato, o fato é que o escritor se tornou o primeiro nome relevante da nossa literatura infantil, criando personagens inesquecíveis como a boneca Emília e o Visconde de Sabugosa (o escritor teria feito aqui sua mea culpa?; sabe-se que, segundo a mitologia ameríndia mesoamericana, os primeiros homens vieram do milho), que atravessaram as páginas dos livros e chegaram às telas da televisão, além de se transformarem em bonecos vendidos em supermercados e em figuras que estampam cadernos e livros infantis, com o mesma força que tinham no início do século passado.  

Mas não foi Lobato o único escritor brasileiro que se propôs a introduzir as crianças às mazelas nacionais, outros também o fizeram, como, por exemplo, Graciliano Ramos.

Alexandre e Outros Heróis, do escritor alagoano, foi reeditado neste ano pela editora Record. O livro traz histórias do folclore nordestino (Histórias de Alexandre) e dois textos de Graciliano Ramos escritos especialmente para as crianças (A Terra dos Meninos Pelados e Pequena História da República).

Já como escritor consagrado, Graciliano Ramos começou a escrever para crianças e foi responsável por textos de excelente qualidade para essa faixa etária, a mencionada Pequena História da República é um deles. O texto conta um pouco da nossa história, numa linguagem limpa, ágil e extremamente crítica. O que distingue a análise feita pelo autor de Angústia daquela feita por Lobato é que o primeiro não tem um olhar tão ingênuo a respeito das diferenças que o próprio governo criou entre as distintas raças que se mesclam no Brasil.

Em Pequena História da República, ao falar por exemplo sobre a abrupta abolição da escravatura, Graciliano diz, comentando as decisões tomadas sem planejamento ou desacompanhadas do necessário apoio estratégico:

“A alegria tumultuosa dos negros foi substituída por uma vaga inquietação. Escravos, tinham a certeza de que não lhes faltaria um pedaço de bacalhau, uma esteira na senzala (...); livres, necessitavam prover-se dessas coisas – e não se achavam aptos para obtê-las”. 

Numa outra passagem o destino da “negra velha” é selado:

“A negra velha se retirou definitivamente, o coração grosso, o estômago roído. Entre os numerosos filhos dela, tipos de varias cores, havia na verdade um alvacento que se casou com moça branca e gerou um sarará que se fez doutor e ganhou dinheiro. Mas isso foi muito mais tarde. Naquele momento a preta velha se achou pequena e sozinha, triste. Acoitou-se num mocambo e morreu de fome”.

Desse modo, os textos “infantis” de Monteiro Lobato e de Graciliano Ramos são, a despeito de suas imperfeições, documentos excelentes e humorados sobre o nosso país de ontem, cujas mazelas, detectadas por ambos, ainda são as mesmas e perduram em todos os recantos. Um bom começo, sem dúvida, para quem quer conhecer o país em que vive.

Foi nos anos de 1960 e 1970, todavia, que a literatura infantil brasileira sofreu uma transformação mais significativa, deixando de lado o caráter nacionalista de suas narrativas e passando a explorar outros gêneros, que faziam parte da produção literária não infantil da época, como as aventuras policiais, a ficção científica e também a paródia dos contos de fadas.  Autores renomados que até então haviam se dedicado à literatura “adulta”, também se interessaram em escrever para as crianças, esse foi o caso, por exemplo, de Cecília Meireles, Clarice Lispector, entre outros.

Alguns estudiosos têm afirmado que, nessa época, a literatura rompeu com “o universo ideológico que sempre permeou os escritos para crianças, subvertendo o modelo pedagógico existente”.   É preciso lembrar, no entanto, que quase isoladamente Monteiro Lobato já fizera isso décadas atrás, quando em seus livros também questionou os valores disseminados pela sociedade e pelo ensino religioso e criticou o modelo pedagógico adotado nas escolas. Leitor de clássicos da literatura nonsense inglesa, que pôs em xeque os valores da escola e da sociedade, Monteiro Lobato talvez tenha tentado realizar, no Brasil, o que, no século XIX, as obras de Lewis Carroll e Edward Lear lograram fazer na Inglaterra.

Atualmente muitos são os nomes que se destacam na literatura infantil brasileira, cujos livros alcançaram reconhecimento internacional e estão traduzidos para vários idiomas. Esse é o caso dos livros de Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Ruth Rocha, Arthur Nestrovski, Ziraldo, dentre outros, que introduzem a criança numa linguagem independente daquela do ensino escolar e muitas vezes experimental, formada de ruídos e onomatopéias, como em Barulho, Barulhinho, Barulhão de Nestrovski.

 

LAJOLO, Marisa e Regina Zilberman (org.). Literatura Infantil Brasileira: História e Histórias. São Paulo: Ática, 2004, p. 23.
ZILBERMAN, Regina. Como e Por que Ler a Literatura Infantil Brasileira. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p.17.
Idem, p. 99.
ZINANI, Cecil Jeanine Albert e Salete Rosa Pezzi dos Santos (orgs.). Multiplicidade dos Signos: Diálogos com a Literatura Infantil e Juvenil. Caxias do Sul: Educs, 2004, p.35.
ZILBERMAN, Regina. Op. Cit., p. 42.
SANTIAGO, Silviano. Ora (Direis) Puxar Conversa! Ensaios Literários. Belo Horizonte: UFMG, 2006, p. 276.
SANTIAGO, Silviano. O Cosmopolitismo Pobre: Crítica literária e Crítica Cultural. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 108.
Idem, p.p. 274, 275.
LOBATO, Monteiro. Contos Escolhidos. São Paulo: Brasiliense, 2004, p.p. 08, 09.
SANTIAGO, Silviano. 2006, p. 277.
Idem, p.p. 276, 277.
ZILBERMAN, Regina. Idem, p. 32.
LOBATO, Monteiro. Caçadas de Pedrinho. São Paulo: Brasiliense, 2005, p. 25.
Idem, p.33.
Idem, p. 37.
RAMOS, Graciliano. Alexandre e Outros Heróis. Rio de Janeiro: Objetiva, 2006, p.145.
Idem, p. 144.
LAJOLO, Marisa e Regina Zilberman (org.). Op. Cit., p. 160.
ZINANI, Cecil Jeanine Albert e Salete Rosa Pezzi dos Santos (orgs.). Op. Cit., p. 37.

 


BIBLIOGRAFIA:

LAJOLO, Marisa e Regina Zilberman (org.). Literatura Infantil Brasileira: História e Histórias. São Paulo: Ática, 2004.
LOBATO, Monteiro. Caçadas de Pedrinho. São Paulo: Brasiliense, 2005.
LOBATO, Monteiro. Contos Escolhidos. São Paulo: Brasiliense, 2004.
RAMOS, Graciliano. Alexandre e Outros Heróis. Rio de Janeiro: Objetiva, 2006.
SANTIAGO, Silviano. Ora (Direis) Puxar Conversa! Ensaios Literários. Belo Horizonte: UFMG, 2006.
SANTIAGO, Silviano. O Cosmopolitismo Pobre: Crítica literária e Crítica Cultural. Belo Horizonte: UFMG, 2004.
ZILBERMAN, Regina. Como e Por que Ler a Literatura Infantil Brasileira. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.
ZINANI, Cecil Jeanine Albert e Salete Rosa Pezzi dos Santos (orgs.). Multiplicidade dos Signos: Diálogos com a Literatura Infantil e Juvenil. Caxias do Sul: Educs, 2004.

 

 

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