|
OUTRO CONTO Por: Sérgio Medeiros Quando entramos no Jardim Zoológico do Rio, ameaçava chuva. As aves (as primeiras que vimos, logo na entrada) pareciam galinhas no poleiro, depois que escurece. Folhas graúdas desciam sobre as gaiolas gigantescas. Mas as penas das aves estavam todas grudadas ou ajustadas ao corpo. Bruno Napoleão queria ver as cobras, e falou nelas diante dos macacos, dos tigres, das zebras. Ou zebra. Parece que tinha uma só. Quando, enfim, chegamos perto dos animais ditos "exóticos", a escuridão do corredor o assustou e ele não quis mais ver as cobras. Vislumbrei uma, cor de palha, que se desdobrou como uma enorme mangueira seca de plástico ou lona.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||