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UM CONTO Por: Sérgio Medeiros Na sexta-feira, antes de tomar o avião, eu fui ao Jardim Botânico para ver a exposição do Tunga e escrever lá uma parte do meu novo livro (mais um , Myriam!), "Taunay e as larvas". O Bruno Napoleão adorou o lugar e não queria sair mais de lá. Foi um choro só. Consolou-se quando nós o deixamos pegar um galhinho que estava no chão, para levar de lembrança. Na saída, porém, o guarda barrou o Bruno Napoleão e disse que ele não podia levar nada, nem uma folha seca. Novo choro, protestos, crise. Acho que o Jardim Botânico é como um poema -- nele tudo é importantee ao mesmo tempo não é. Pois, convenhamos, um galho velho,caído no chão, ainda que charmoso em si, não ia fazer falta ao Jardim Botânico, não?
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