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Florianópolis, 29 de Outubro de 2007 O DECLÍNIO E A QUEDA DA ECONOMIA ESPETACULAR-MERCANTIL (1) Por: Leonardo D’Avila | Rodrigo Lopes de Barros Guy Debord Tradução de “A América debruçou-se imediatamente sobre esta nova ferida. Por vários meses, sociólogos, políticos, psicólogos, economistas, especialistas de todos os gêneros sondaram sua profundidade... Não há mais um ‘bairro’(7) no sentido próprio do termo, mas uma planície desesperadamente extensa e monótona... ‘América em um plano’, toda em largura; isso que uma paisagem americana pode ter de mais melancólico, com suas casas de teto plano, suas lojas que vendem todas as mesmas coisas, seus vendedores de ‘hambúrgueres’, suas lojas de conveniência, todas degradadas pela pobreza e pela classe... A circulação de automóveis é menos densa do que em outro lugar, mas a dos pedestres quase não é maior, tão dispersas parecem as habitações e as distancias desencorajadoras... A passagem dos Brancos atrai todos os olhares, olhares nos quais se lê senão o ódio, ao menos o sarcasmo (‘Mais desses pesquisadores ou sociólogos que vêem procurar as explicações ao invés de nos conseguir trabalho’, se escuta freqüentemente). Quanto ao alojamento, pode-se sem dúvida melhorá-lo materialmente, mas quase não se vê como será possível impedir os Brancos de fugir em massa de um bairro, assim que os Negros começarem a se instalar. Esses últimos continuarão a sentir-se abandonados à própria sorte, sobretudo nessa cidade desmesurada que é Los Angeles, desprovida de centro, sem sequer multidão onde se fundir, onde os Brancos apenas entrevêem seus semelhantes através do pára-brisa de seus carros... Enquanto o pastor Martin Luther King, alguns dias mais tarde, discursava em Watts e pedia a seus irmãos de cor para ‘dar as mãos’, alguém gritou da massa: ‘Para queimar...’ É um espetáculo reconfortante ver a certa distância de Watts os bairros ditos de ‘classe média’ onde os Negros da nova burguesia aparam sua grama em frente às residências de alto luxo”. Michel Tatu (Le Monde, 3-11-65). Como os homens fazem a história, a partir das condições preestabelecidas para dissuadir-lhes de intervir? Os Negros de Los Angeles são melhor pagos que todos os outros dos Estados Unidos, mas estão ainda mais separados da riqueza máxima que se exibe precisamente na Califórnia. Hollywood, o pólo do espetáculo mundial, está na vizinhança imediata. Prometem-lhes que ascenderão, com paciência, à prosperidade americana, no entanto eles vêem que essa prosperidade não é uma esfera estável, mas uma escalada sem fim. Quanto mais sobem, mais se distanciam do topo, porque são desfavorecidos logo de saída, são menos qualificados, portanto mais numerosos entre os desempregados, e finalmente porque a hierarquia que lhes esmaga não é apenas aquela do poder aquisitivo como fato econômico puro: mas também se trata de uma inferioridade que lhes impõem em todos os aspectos da vida cotidiana, os costumes e os preconceitos de uma sociedade na qual todo poder humano está alinhado com o poder aquisitivo. Da mesma maneira que a riqueza humana dos Negros americanos é detestável e considerada criminal, a riqueza econômica não pode fazê-los completamente aceitáveis na alienação americana: a riqueza individual fará apenas um negro rico, porque os Negros como um todo devem representar a pobreza em uma sociedade de riqueza hierarquizada; Todos os observadores escutaram esse grito que clamava pelo reconhecimento universal do sentido do levante: “Esta é a revolução dos Negros, e queremos que o mundo todo o saiba” Freedom now é a senha de todas as revoluções da história; mas, pela primeira vez, não se trata da miséria, ao contrário, é a abundância material que se trata de dominar segundo novas leis. Dominar a abundância não é, portanto, somente modificar a distribuição, mas redefinir todas as orientações superficiais e profundas. É o primeiro passo de uma luta imensa, de um alcance infinito. Os Negros não estão isolados em sua luta porque uma nova consciência proletária (a consciência de não ser em nada o dono de sua atividade, de sua vida) começa na América em camadas que recusam o capitalismo moderno, e, por esta razão, assemelham-se a eles. A primeira fase da luta dos Negros, justamente, foi o sinal de uma contestação que se estende. Em dezembro de 1964, os estudantes de Berkeley, oprimidos em sua participação no movimento dos direitos cívicos, vieram a fazer uma greve que questionava o funcionamento desta “multiversidade”(11) da Califórnia e, através disto, toda a organização da sociedade americana, bem como o papel passivo que se lhes destina lá. Imediatamente se descobre na juventude estudantil as orgias de bebida ou de drogas e a dissolução da moral sexual que se vinculava aos Negros. Esta geração de estudantes então inventou uma primeira forma de luta contra o espetáculo dominante, o teach in, e esta forma foi retomada em 20 de Outubro na Grã-Bretanha, na universidade de Edimburgo, em razão da crise da Rodésia.(12) Esta forma, evidentemente primitiva e impura, é o momento da discussão dos problemas, que recusa a se limitar no tempo (academicamente); ela assim procura ser conduzida até o final, e este fim naturalmente é a atividade prática. Em outubro dezenas de milhares de manifestantes aparecem na rua, em Nova Iorque e em Berkeley, contra a guerra no Vietnã, e eles entram em conjunto com os gritos dos desordeiros de Watts: “Saiam de nosso bairro e do Vietnã!”. Nos Brancos que se radicalizam, a famosa fronteira da legalidade é ultrapassada: dá-se “cursos” para aprender a fraudar os Conselhos de Revisão (Le Monde, 19 de outubro de 1965), queimam-se perante a TV papéis militares. Na sociedade da abundância exprime-se o desgosto desta abundância e de seu preço. O espetáculo é sufocado pela atividade autônoma de uma camada avançada que refuta seus valores. O proletariado clássico, na medida mesma em que se pôde provisoriamente integrá-lo ao sistema capitalista, não havia integrado os Negros (muitos sindicatos de Los Angeles negaram os Negros até 1959); e agora os Negros são o pólo de unificação para tudo o que refuta a lógica desta integração ao capitalismo, nec plus ultra de toda integração prometida. E o conforto não será jamais suficientemente confortável para satisfazer aqueles que procuram o que não está no mercado, o que o mercado precisamente elimina. O nível atingido pela tecnologia dos mais privilegiado se torna uma ofensa, mais fácil de exprimir que a ofensa essencial da reificação. A revolta de Los Angeles é a primeira da história que pôde por vezes justificar a si mesma argüindo pela falta de ar-condicionado durante uma onda de calor. As tentativas de nacionalismo negro, separatista ou pró-africano, são sonhos que não podem responder à opressão real. Os Negros americanos não têm pátria. Eles estão, na América, em casa e alienados, como os outros Americanos, mas eles sabem o que são. Assim, não são o setor atrasado da sociedade americana, mas são o setor mais avançado. Eles são o negativo em obra, “o lado mau que produz o movimento que faz a história continuando a luta” (Miséria da Filosofia). Não há África para isto. Os Negros americanos são produto da indústria moderna do mesmo modo que o eletrônico, a publicidade e o acelerador de partículas. Eles possuem suas contradições. Eles são os homens que o paraíso espetacular deve, a cada vez, integrar e impulsionar de sorte que o antagonismo do espetáculo e da atividade dos homens se admite completamente a seu propósito. O espetáculo é universal como a mercadoria. Mas o mundo da mercadoria por estar fundado em uma oposição de classes faz com que a mercadoria seja ela mesma hierárquica. A obrigação à mercadoria, é, portanto, o espetáculo que informa o mundo da mercadoria, de ser em uma só vez universal e hierárquica rumo a uma hierarquização universal. Mas pelo fato de que esta hierarquização deve quedar inconfessada, ela se traduz em valorizações hierárquicas inconfessáveis, porque são irracionais, em um mundo da racionalização sem razão. É esta hierarquização que cria os racismos por toda parte: A Inglaterra trabalhista acaba de restringir a imigração das pessoas de cor, os países industrialmente avançados da Europa retornam a ser racistas ao importar seu sub-proletariado da zona mediterrânea, explorando seus colonizados no interior. E a Rússia não cessa de ser anti-semita porque ela não cessou de ser uma sociedade hierárquica em que o trabalho deve ser vendido como uma mercadoria. Com a mercadoria, a hierarquia se recompõe sempre sob formas novas e se estende; que seja entre o dirigente do movimento operário e os trabalhadores ou mesmo entre portadores de dois modelos de automóveis artificialmente distintos. É a tara original da racionalidade mercadológica a doença da razão burguesa, doença hereditária na burocracia. Mas a absurdidade revoltante de certas hierarquias, e o fato de que toda força do mundo da mercadoria se porte cegamente e automaticamente em sua defesa, leva a ver, desde que começa a prática negativa, o absurdo de toda hierarquia. O mundo racional produzido pela revolução industrial libertou racionalmente os indivíduos de seus limites locais e nacionais, ligou-os à escala mundial; mas sua desrazão está em separar-lhes de novo segundo uma lógica fechada que se exprime em idéias loucas e em valorizações absurdas. O estrangeiro rodeia em toda parte o homem advindo estrangeiro a seu modo. O bárbaro não está mais nos confins da Terra, ele está aqui, constituído em bárbaro precisamente por sua participação obrigada ao mesmo consumo hierarquizado. O humanismo que encobre isto é o contrário do homem, a negação de sua atividade e de seu desejo; é o humanismo da mercadoria, a benevolência da mercadoria ao homem que ela parasita. Para aqueles que reduzem homens a objetos, os objetos parecem ter todas as qualidades humanas, e as manifestações humanas reais se transformam em inconsciência animal. “Eles passaram a se comportar como um bando de macacos em um zoológico”, pode dizer William Parker, chefe do humanismo de Los Angeles. Quando “o Estado de insurreição” foi proclamado pelas autoridades da Califórnia, as companhias de seguro lembraram que elas não cobrem os riscos a estes níveis: além da sobrevivência. Os Negros americanos, globalmente, não são ameaçados em sua sobrevida – ao menos se permanecerem tranqüilos – e o capitalismo se tornou suficientemente concentrado e imbricado no Estado para distribuir “seguros” aos pobres. Mas, na condição de que eles sempre estão atrás na argumentação da sobrevida socialmente organizada, os Negros possuem os problemas da vida, é a vida que eles reivindicam. Os Negros não possuem nada a garantir que lhes seja próprio; eles têm a destruir todas as formas de seguridade e de seguros privados conhecidos até aqui. Eles aparecem como o que são na verdade: os inimigos irreconciliáveis, não certamente da grande maioria dos americanos, mas do modo de vida alienado de toda a sociedade moderna: o país mais avançado industrialmente não faz nada além de nos mostrar o caminho que será seguido em todos os lugares, se o sistema não for derrubado. “As milícias populares estremeceram em frente aos tanques e metralhadoras nos bairros norte de São Domingo. Após quatro dias e quatro noites de combates sangrentos e violentos, as tropas do general Imbert finalmente conseguiram avançar até as proximidades da avenida Duarte e do mercado Villa-Consuelo. Às 6 horas da manhã, quarta-feira, o estabelecimento Rádio-Santo-Domingo foi tomado de assalto. Este prédio, que abriga também a televisão, encontra-se a 200 metros ao norte da avenida Francia e do corredor tido pelos ‘marines’. Ele fora bombardeado na última quinta-feira pelos caças do general Wessin... Combates esporádicos permaneceram por toda quarta-feira na região nordeste da cidade, mas a resistência popular acaba de sofrer sua primeira derrota... Os civis foram abatidos praticamente sozinhos, pois poucos militares que haviam aderido ao movimento do coronel Camano estavam localizados ao norte do corredor. As milícias, neste setor, são principalmente formadas por operários pertencentes ao Movimento Popular Dominicano, uma organização de esquerda. Seu sacrifício já terá valido o ganho de cinco dias, que podem ser preciosos para o levante de 24 de abril... Na cidade baixa, levantam-se barragens de recipientes de óleo assaz irrelevantes que se tinham por barricadas, ou se toma proteção atrás de caminhões de carga tombados. As armas são disparates. As vestimentas também. Observam-se civis de capacetes redondos e baixos, e militares de boinas... Os revólveres enchem os bolsos dos jeans dos trabalhadores e dos estudantes. Todas as mulheres decididas a combater vestem calças... Os meninos de dezesseis anos seguram tenazmente seus fuzis contra o peito como se estivessem esperando este presente desde o início do mundo. Sem parar, a Rádio-São-Domingo faz apelos ao povo. Reivindica-se-lhes a se dirigir em massa para determinado ponto da cidade onde se espera um ataque de Wessin... É lá, na abertura da ponte Duarte e no cruzamento da avenida do Lieutenant-Amado-Garcia, que a multidão se reúne com coquetéis molotov à mão. Ela vem da cidade baixa e também dos quarteirões norte. Aparece por vezes insaciável e determinada. Quando os caças de Wessin surgem em rasante no eixo da ponte, milhares de punhos se levantam com furor contra os aparelhos. Depois dos barulhos das cadências de tiro, dezenas de corpos caem contorcidos ao solo, e a multidão espalha-se para as casas. Mas ela reaparece e a cada passagem das máquinas suscita a mesma explosão de cólera impotente e de derrota insana e deixa uma nova linha de cadáveres. Mas parece verdadeiramente que se deveria matar toda esta cidade para fazê-la sair da ponte Duarte. Na segunda-feira de 26 de abril pela manhã, o embaixador Tapley Bennet Jr. voltou da Flórida. Pela noite o ‘navio de assalto’ SS Boxer com quinhentos ‘marines’ a bordo chega em frente a São Domingo”. Marcel Niedergang, em Le Monde de 21-5-65 e de 5-6-65. (1) “Le déclin et la chute de l’économie spectaculaire-marchande”. In: Internationale Situationniste, Paris, Arthème Fayard, 1997, p. 415-423. (2) Graduado em Direito (UFSC) e pesquisador do Instituto da Cultura e da Barbárie. (3) Graduado em Direito e mestrando em Literatura (UFSC), pesquisador do Núcleo de Estudos Benjaminianos e do Instituto da Cultura e da Barbárie. (4) O termo em francês “emeutier” significa aquele que se revolta sem, contudo, estar associado a um movimento organizado, seja uma manifestação ou uma revolução. Poderia ser tomado no sentido pejorativo de baderneiro, mas muito mais interessante, neste contexto, é considerá-lo em sua pejoração, porém com um sentido irônico. (N.T.) (5) O texto, ao qual o autor faz referência, trata-se de “Adresse aux révolutionnaires d"Algérie et de tous les”, distribuído clandestinamente em Argel, 1965, e publicado na revista Internationale Situationniste #10. (N.T.) (6) As marchas de Selma para Montgomery, as quais incluem o “domingo sangrento”, foram três marchas que marcaram o ápice político do Movimento pelos Direitos Civis. Foram a conseqüência do Movimento pelo Direito ao Voto na cidade de Selma, Alabama, encabeçado por Amelia Boynton Robinson. Ela trouxe muitos líderes proeminentes, à época, do Movimento pelos Direitos Civis àquela cidade, dentre os quais: Martin Luther King Jr., Jim Bevel e Hosea Williams. O domingo sangrento ocorreu em 7 de março de 1965, quando mais de 600 manifestantes, ao atravessarem a ponte Edmund Pettus sobre o rio Alabama, foram brutalmente atacados pela polícia com gás lacrimogêneo, chicotes e cassetetes. O recuo ao qual Debord se refere ocorrera, segundo John Lewis, aliado de King, provavelmente no dia 09 de março, quando, novamente, em face da polícia estadual, os manifestantes pararam, ajoelharam-se no ponto onde antes haviam sido espancados, e esperaram uma ordem judicial que lhes permitisse marchar de Selma a Montgomery. (N.T.) (7) “Quartier”, no original, pode-se referir tanto a bairro quanto a quartel. (N.T.) (8) “Vol”, no original, significa, ao mesmo tempo, vôo e roubo. (N.T.) (9) O termo potlatch recebeu notoriedade na França e depois se espalhou por outras regiões por meio do antropólogo Marcel Mauss e sua obra “Essai sur le don, forme archaique de l’échange”, com tradução disponível em língua portuguesa. Georges Bataille, com trabalhos dos quais provavelmente o conceito fora apropriado pelos situacionistas franceses, escreve: “opondo-se à noção artificial de escambo, a forma arcaica da troca foi identificada por Mauss com o nome de potlatch, tomado de empréstimo aos índios do noroeste americano que forneceram o tipo mais notável dessa forma. Instituições análogas ao potlatch indígena, ou seus traços, foram encontradas com bastante freqüência. O potlatch dos Tlingit, dos Haida, dos Tsimshian, dos Kwakiutl da costa noroeste foi estudado com precisão desde o fim do século XIX (embora, naquele então, ainda não fosse comparado com as formas de troca arcaicas dos outros países). Os menos avançados desses povos norte-americanos praticam o potlatch por ocasião das mudanças na situação das pessoas – iniciações, casamentos, funerais – e, mesmo sob uma forma mais evoluída, nunca pode ser separado de uma festa: ou ocasiona esse festa, ou ocorre por ocasião dessa festa. Exclui qualquer regateio e, em geral, é constituído por uma dádiva considerável de riquezas oferecidas ostensivamente com a finalidade de humilhar, de desafiar e de obrigar um rival. O valor de troca da dádiva resulta do fato de que o donatário, para apagar a humilhação e rebater o desafio, deve satisfazer à obrigação – contratada por ele quando da aceitação – de responder posteriormente por uma dádiva mais importante, ou seja, de retribuir com usura. Contudo, a dádiva não é a única forma de potlatch; é também possível desafiar rivais através de destruições espetaculares de riqueza. É por intermédio dessa forma que o potlatch se encontra com o sacrifício religioso, sendo as destruições oferecidas teoricamente a antepassados míticos dos donatários. Em época relativamente recente, ocorria um chefe Tlingit apresentar-se perante seu rival para degolar alguns de seus escravos diante dele. Essa destruição era retribuída em um determinado prazo pela degolação de um número maior de escravos. Os Tchukchi do extremo nordeste siberiano, que conhecem instituições análogas ao potlatch, degolam equipagens de cachorros de valor considerável, a fim de sufocar e humilhar um outro grupo. Lingotes de cobre brasonados, espécie de moedas às quais por vezes se atribui um valor fictício, que constituem imensa fortuna, são quebrados ou jogados ao mar. O delírio próprio da festa associa-se indiferentemente às hecatombes de propriedade e às dádivas acumuladas com a intenção de espantar e de rebaixar”. In: Bataille, A noção de despesa, Rio de Janeiro, Imago, 1975, p. 34-35. (N.T.) (10) O autor faz um pequeno jogo ao trocar apenas uma letra da palavra “consommation” (consumo) para chegar a “consummation” (consumação). (N.T.) (11) Manteve-se o neologismo de Debord multiversité em detrimento de outros vocábulos, como pluralidade, pluralismo ou ainda multi-diversidade tendo em vista que multiversidade, além de trazer o sentido de múltiplo, pode contrapor-se à universidade. (N.T.) (12) Rodésia era o antigo nome dado às possessões britânicas que atualmente formam o Zimbábue e Zâmbia. (N.T.)
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