Por:Dirce Waltrick do Amarante
 
 
 
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Por:Sérgio Medeiros
 
     
 

 

   

O (S) ARQUITETO (S) E O IMPERADOR
Por: Dirce Waltrick do Amarante

Tragédia em dois atos e meio


Peça concebida para teatro de fantoches
 

Personagens:

Baronesa

Imperador

Imperatriz

Madame Blawatska

Saci-Pererê

Etc.

 

Quadro I
 

Barulho de avião.

A Baronesa retorna de um congresso na Dinamarca. 

BARONESA (entusiasmada): ... a nova teoria dos blocos ... uma síntese da psicanálise com a arquitetura e etc e etc e etc e tal.

IMPERADOR (assombrado): C"est incroyable. C"est superbe, C"est magnifique. C"est quelque chose ...

A Baronesa (usa um longo rabo de sereia, com escamas verde-escaldadas).

BARONESA (para a Imperatriz ): A tendency of ..., of … Andersen, do you know? 

IMPERATRIZ (constrangida): Of course, I do.

 

Quadro II
 

Casa no Bulltantã, projetada por Hundertwasser, nos anos 1970, quando pensou em se mudar para o Brasil.

Diário de Wasser (sic) (sobre a mesa de apoio, ao lado do fauteuil caramelo-esponja):
 

Natal de 1975:

Desisti da idéia depois de me desentender com Niemeyer. Não pensamos a arquitetura da mesma maneira. Não podemos ter projetos comuns. [...] Mas a vida no Brasil certamente seria boa e barata.  

BARONESA (tira de uma pequena maleta um quadro de Palladio): É para o bebê. Herança de um tio.

A Imperatriz ajeita o quadro sobre a janela da sala de jantar. 

A cortina cai lentamente
 


Quadro III


A Imperatriz (usa um longo à Rapunzel. Traz nos braços o bebê recém- desperto). 

IMPERATRIZ (para a Baronesa): Fairy tale revival. Do you know?

BARONESA (constrangida): Yes, I do.

And they lived happily ever after

P.S.: Madame Blawatska, ao fundo, lê a nova dieta de Bervely Hills.

 

Escuridão

 

 

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